Primeiro dia de escola!

Uma das coisas mais maravilhosas de ser pai ou mãe é a alegria de poder ver os nossos filhos crescer. Ultimamente, tenho olhado muito para a Catarina com esses olhos de mãe babada e admirada por ver a sua cria tão desenvolvida.

Hoje foi o seu primeiro dia na escola, em pré-escolar. A Catarina vai fazer 3 anos no final de Outubro, mas já conseguiu fazer aparecer a sua sombra no mundo, ou pelo menos no nosso mundo.

Os medos de pai e mãe assaltaram-nos o fim de semana todo. Foi sempre nossa opção deixá-la com os avós até aos 2 ou 3 anos. Com o nascimento do mano, achámos por bem mantê-la protegida, debaixo de todo o mimo. E, na nossa opinião, fizemos muito bem, porque, embora haja mimo a mais, também há muito amor, e esse nunca é demais.

Há muitos meses que a preparamos para a escola. Chegado o dia, a Catarina foi o orgulho dos seus pais, e um bocadinho a vergonha da sua mãe. Foi levada pelo pai (era uma tarefa demasiado penosa para a mãe e com grandes probabilidades de choradeira para ambas). Não chorou e ficou lindamente a brincar.

É claro que deixou em algumas alturas do dia a sua marca de mandona e esquisitinha, quer com o almoço, quer com as idas à casa de banho, quer com o lavar das mãos. Enfim, pormenores deliciosos que me deixam entre o orgulho e a vergonha, porque, muito embora lhe ache muita graça, não posso deixar de temer que os outros não lhe achem graça nenhuma.

Ao fim do dia fui buscá-la. Não consigo descrever o seu olhar penetrante e feliz de quando me viu, mas ficará guardado no meu coração e na minha memória. Depois de um abraço apertado, trocámos conversa muito empolgante. Valente filha, que o Senhor te acompanhe em toda a tua vida e permita que venças todos os desafios como venceste o de hoje.

Um obrigada muito especial à Tatiana e à Adélia, por tomarem tão bem conta de parte do meu tesouro e por serem continuação do meu colo e dos meus braços. Peço desculpa pelo nariz empinado e pelo mau feitio da doce Catarina.

Graças Senhor, por me permitires viver estes momentos!

AS

O nosso 11 de Setembro..

Se pesquisarmos no Google sobre a data 11 de Setembro, muitos são os acontecimentos marcantes, e alguns chocantes, que nos aparecem.

Para nós, o 11 de Setembro, ficou marcado pelo dia em que, há um ano, descobrimos a doença do nosso filho e ficámos internados no Hospital de Santa Maria. 

Há um ano, a nossa vida mudou e com ela toda a nossa percepção e entendimento do mundo e da nossa existência.

Nesta mesma noite, há 365 dias atrás, a nossa família foi separada de uma forma abrupta. Vi-me ser afastada, por um período na altura indeterminado, da minha filha, pois tinha de dar assistência ao mais pequeno. Ficámos privados de toda a normalidade que nos faz tão bem e nos estabiliza.

As noites eram duras, frias e tristes. Acho que era o período em que perdia as forças. O pai ficava connosco durante o dia. À noite, ficava com a filha. Durante uma semana não dormi mais do que 3 horas por noite, excepto um dia em que trocámos. Fui buscar a Catarina. Demos um abraço e chorámos as duas de tantas que eram as saudades. Levei-a para casa e dormimos abraçadas a noite toda.

Sabem do que tinha mais saudades? Da nossa rotina, que sendo mais ou menos desorganizada, é só nossa e própria de cada família. Aprendi que a nossa forma de viver por ser só nossa é maravilhosa.

Nos meus ouvidos ecoavam as palavras de S. Paulo:”quando sou fraco então é que sou forte”. E o Senhor fez-nos fortes mesmo. O Bom Deus fez-nos despojar-nos de tudo, para percebermos o caminho que tínhamos de trilhar. Nem a roupa que tínhamos no corpo era importante, nem a água que tinhamos de beber, nem nada que o nosso corpo pedisse. Só estarmos juntos em família e termos a presença de Jesus e de Maria nos importava.

O nosso querido filho tornou-nos uma família muito melhor e muito mais feliz. Foi esta a bênção que Deus nos deu, para juntos sermos mais Dele.

Este ano, a nossa vida está mais estável e serena. Como será possível não ter o coração cheio de agradecimento ao céu por ter permitido que a tormenta passasse? Como será possível não ficar mais feliz recordando o fel que comemos, comparado com o mel que agora saboreamos?

Graças te dou Senhor, por nos teres conduzido ao deserto e nos teres falado ao coração. Graças por este filho que veio dar mais vida fecunda à nossa vida.

Esta semana peço que rezemos todos pelos que estão nos hospitais.

AS

Memórias…

Há uma semana, celebravamos o primeiro aniversário do nosso Pedro. Esta semana, é inevitável recordar que há um ano fomos, pela primeira vez, internados durante 5 dias, no hospital Garcia de Orta.

Ainda nem sonhavamos que o nosso filho poderia ter uma doença. Sem percebermos, estavamos a entrar num caminho sem retorno. O Senhor começava, de forma discretíssima, a preparar o nosso coração para o que aí viria…

AS

O recomeço preguiçoso …

As férias terminaram. Hoje, tudo volta à rotina normal. Não foram, exactamente, como tinha planeado. Talvez tenha criado expectativas demasiado altas, mas, na verdade, com tantas interrupções de trabalho torna-se difícil desligar.

No entanto, o principal acho que conseguimos: estar com os miúdos e aproveitar o tempo todo com eles. Esta manhã, a Catarina começou a chorar quando percebeu que o pai não estava, porque tinha ido trabalhar. Ficou mal habituada com tanto mimo e atenção. No fundo, será isto que os nossos filhos recordarão das férias: grandes doses de amor e atenção.

Gostaria de nesta fase estarmos a regressar à rotina cheios de força, mas como nunca desligámos de verdade, não conseguimos recarregar as baterias necessárias. Contudo, é nossa obrigação dar o nosso melhor e santificar o nosso trabalho. É isso que vamos fazer, com a ajuda de Deus e o Seu Espírito de Fortaleza e de Sabedoria.

Tenho de vos contar das nossas férias, num próximo post. 

Bom recomeço ou boa continuação.

AS

Parabéns Pedro! 1 ano de vida…

Hoje, o nosso querido filho faz 1 ano. Lembro-me, como se fosse hoje, das particularidades dessa gravidez, por já não ser a primeira. Lembro-me da intimidade da nossa família no trabalho de parto. Lembro-me da de quando vi a sua cara pela primeira vez, igual à irmã.

Este filho veio aperfeiçoar a nossa família. Veio torná-la melhor, mais feliz, mais generosa, mais agitada, mais perfeita. Este filho veio exigir que nos desinstalassemos, de muitas e variadas formas, para conseguirmos amá-lo mais e amar mais os outros e a vida.

A Catarina não achou muita piada ao irmão, no ínicio. Hoje, tenho a certeza de que não se lembra da sua vida sem o mano querido. Vê-los aos beijinhos e abraços compensa tudo o que possa ser menos bom.

Deus fala-nos muito através dos filhos. Com nascimento do Pedro falou-nos de uma forma especial. No dia do seu nascimento, dei muitas graças ao Bom Deus pelo dom da vida que nos tinha concedido. Hoje, dou muito mais graças, porque o maior aumentou de uma forma grandiosa.

Na minha opinião, quando os nossos filhos nascem já os amamos muito, mas esse amor vai crescendo com o dia-a-dia, até ao infinito. É um amor que cresce todos os dias um bocadinho e nunca pára de aumentar.

Meu querido filho, esta família amou-te à nascença, mas ama-te muito mais hoje. Fazes parte de nós de uma forma tão maravilhosa.

S. Miguel Arcanjo, S. Pedro e Santa Mónica te guardem. Que Deus te abençoe e Maria te proteja.

Parabéns meu amor mais pequenino…

AS

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